A GLOBALIZAÇÃO E O EVANGELHO

Haveremos de encarar as consequências advindas das reações contrárias às verdades do Evangelho?

Existem controvérsias sobre quando teria começado a Globalização. Uns dizem que ela teve início com as expansões marítimas em busco do “Novo Mundo”, por volta de 1500, empreendidas pelos países europeus.
Já outros, creem que ela teve início no fim do século XX e início do século XXI. Uma coisa é fato: a Globalização existe. Ela integra países que formam blocos econômicos, facilitando as negociações entre eles.
Outro ponto da Globalização é a sua abertura da fronteira humana para a receptividade cultural. A Globalização exige que a relativização de padrões morais, religiosos e culturais seja abraçada, para que se evite a absolutização desses padrões com o fim de não prejudicar a conivência entre as diversas partes que se interelacionam.
Com isso, e em nome do respeito à diversidade, o pluralismo deve ser aceito, respeitado, mas não criticado. O politicamente correto cerceia humoristas, pensadores, escritores e a imprensa, e com muita frequência, a Igreja –– que apregoa verdades consideradas absolutas, e que são válidas para toda a humanidade.
Eu, assim como a maioria dos cristãos em todo o mundo, creio em verdades absolutas, mas isto não significa que somos contrário a existência das outras religiões, culturas e padrões morais.
Nós apenas entendemos que, tanto nós como os de outras vertentes, podemos –– e devemos –– questionar esses padrões. Mas se eu o fizer, estarei “ofendendo” ao outro, e nossa convivência estará prejudicada. Para nós que cremos que o homem, depois do pecado original pode ir para o inferno, depois de morto, temos, por via lógica e humanitária –– e por incumbência de Jesus –– de pregar a salvação aos perdidos.
Mas como fazer isso sem que eu emita ofensas, uma vez que vou dizer ao meu interlocutor, seja ele meu compatriota ou não, que ele é um pecador, precisa reconhecer-se na condição de tal, se arrepender e aceitar a Jesus?
Sobre esse assunto o apostolo Paulo fez uma advertência à igreja da Galáxia, quando disse: “Todos os que querem mostrar boa aparência na carne, esses vos obrigam a circuncidar-vos, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo (…) porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gl 6.12 e 17).
Paulo estava dizendo que os judeus convertidos a Cristo estavam fazendo adaptações da lei judaica ao Evangelho para que pudessem se eximir das perseguições. Através dessa descaracterização do evangelho, que obriga a circuncisão, a obra de Jesus estava sendo anulada, pois se esta pregando a fé não no salvador, mas nos costumes e práticas, roubando de Cristo a supremacia.
Ao dizer que não deveria ser incomodado, pois trazia em seu corpo as marcas de Cristo, o apostolo estava dizendo que arcava com as consequências de ser um cristão autêntico e que aceitava as reações do evangelho nele e as reações contra o Evangelho ­–– por causa do qual apanhou várias vezes e até foi morto.
Cabe perguntar: haveremos de encarar as consequências advindas das reações contrárias às verdades do Evangelho ou deveremos fazer adaptações a ele para que possamos pregá-lo sem que essas consequências existam? Se meu intuito é de tão somente encher um templo e formar seguidores da minha denominação, vale tudo. Mas se é para formar discípulos de Jesus, pessoas santas que hão de ser salvas da perdição eterna, as adaptas são ineficientes –– o Evangelho, que não o de Jesus, é anátema, maldito (Gl 1. 6-8).
Se as verdades do Evangelho não forem suficientemente convincentes a ponto de você morrer crendo nelas, e até mesmo ser morto em razão delas, não perca seu tempo em dizer por aí que é um cristão. Procure viver a vida de seu jeito.
Mas se as verdades do Evangelho soarem verdadeiras, e não como suposições loucas, não percam tempo, saia às ruas e valados, vá aos presídios e aos vizinhos e lhes diga que a cura para o pecado está em Jesus. As consequências das reações ao evangelho não podem lhe trazer qualquer prejuízo (Fp 1.16-21).
O Brexit anuncia que a Globalização poderá sofrer um golpe mortal, mas se isso acontecer ou não, não fará diferença para um discípulo autentico, pois, o Evangelho continua tendo o mesmo poder salvador (Rm 1.16).
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